Pensando sobre o isolamento social

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Pandemia Covid-19

por Viviane C. B. Moura – psicóloga
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Psicóloga Viviane C. B. Moura

Ficar em casa é o melhor a fazer para evitar a transmissão do novo Coronavírus. Atualmente essa é a frase que mais ouvimos ou lemos em todos os meios de comunicação e redes sociais. As medidas de distanciamento e isolamento social embora necessárias nesse momento, podem trazer um impacto negativo na saúde mental e física de todos nós.

As incertezas, as mudanças na rotina à redução de contato físico com nossa família e amigos podem causar estresse, ansiedade, depressão, raiva, alteração na rotina e qualidade do sono, desse modo é natural estarmos confusos nesse momento.

Podemos observar que as pessoas reagem de formas diferentes diante da mesma situação, alguns sentem tanto medo que precisam negar para conseguir sobreviver, outros substituem o medo de fora pela exageração das angústias que já sentem.

Estamos vivendo uma situação na qual precisamos fazer frente ao medo que vem de fora há um “bicho” solto e ele pode nos pegar, é esse medo que vai se somar às nossas angústias internas…

É importante também ter um canal aberto de comunicação com as pessoas que moram com você para que as relações afetivas e emocionais sejam mantidas, reaprender a viver juntos, ter paciência e amorosidade com os sentimentos de cada um.

Mas, se pararmos para pensar a grande maioria da população já vinha de certa forma se isolando em seus condomínios cada vez mais fechados, por medo da violência. Já havia uma virtualização da vida, havia uma tendência ao fechamento, à individualização, e o “falso” sentimento de liberdade faz com que a pessoa na prática, não sinta que está se aprisionando.

O grande problema é que agora temos alguém de fora que diz NÃO SAIA, VOCÊ NÃO PODE, isso gera nas pessoas uma mensagem de que perdeu uma parcela de sua liberdade de ir e vir, e tem um impacto psíquico diferente, “como alguém vai dizer o que posso ou não fazer? ” Essa mensagem é entendida por muitos como uma punição, pois aprendemos que a prisão é um dos piores castigos.

O isolamento social não deve ser visto como a causa de um sofrimento, mas como um disparador de um sentimento que estava latente, ou seja, estava obscurecido, pela sensação irrefletida de não solidão.

Nesse caso, se possível, o acompanhamento psicológico é fundamental para que a pessoa compreenda em si quais mecanismos esse isolamento social despertou nela em termos emocionais e também para que possamos lidar com esse momento mais fortalecidos.

É importante também ter um canal aberto de comunicação com as pessoas que moram com você para que as relações afetivas e emocionais sejam mantidas, reaprender a viver juntos, ter paciência e amorosidade com os sentimentos de cada um.

Procurar fazer coisas diferentes do que estamos acostumados diariamente para manter a harmonia da nossa saúde mental. Praticar atividade física, fazer um hobbie, liberam hormônios que causam sensação de bem estar. O Importante é movimentar mente e corpo.

Principalmente com as crianças, é extremamente importante tentar manter o máximo possível à rotina no que se refere aos horários para acordar, fazer as refeições, estudar e brincar. Fazer atividades que incluam toda a família, assistir a um filme animado, contar histórias, jogos de tabuleiro, fazer um bolo.

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Evitar o pessimismo, tome cuidado com o excesso de informação, não fique conectado o tempo todo com notícias negativas.

Uma dica importante é sempre olharmos o lado positivo de tudo isso primeiro, estávamos vivendo uma aceleração da vida doentia. E, agora, desaceleramos. O segundo ponto é que nós estávamos em uma hipertrofia narcísica, ou seja, a gente estava se achando muito, se achava gigante, de maneira que só existiam duas posições: Você está errado ou eu estou com toda a verdade.

De repente, apareceu um terceiro elemento, um micro-organismo, um vírus que ninguém tinha percebido e que fez todo mundo parar.

Esse momento traz uma lição de humanidade e solidariedade. Precisamos olhar para o lado. A coisa mais interessante dessa experiência é a ideia de que podemos reajustar tudo, repensarmos outras maneiras de realizar trocas pelo dinheiro, produção de consumo.

A gente precisa realmente de tudo aquilo que consumia?

A sensação é que não…

Viviane C. B. Moura
Psicóloga

Viviane C. B. Moura é psicóloga do Grupo Primavera

Observação importante: A foto da psicóloga Viviane foi feita por ela mesma e ela estava sozinha, por isso a segurança de estar sem máscara de proteção.

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